Mensagens

Apaixonante..

Renasci num ápice de um ressurgir, as palavras que me magoam agora fazem-me rir.. sinto-me frágil nas ondas que liberto, navego sóbrio, desperto, rigoroso império, asas que me guiam abraçadas a um novo critério de vitória, a noite agora é meiga e acorda no começo da história. Tristeza?! Espalhei os meus dicionários sobre a mesa, nada encontrei, o significado de outrora não sei onde guardei, espelhei a procura, de noite escura caminhei para manhã serena, partilhei o papel principal no inicio de uma nova cena, novo guião em noite suave, clave de uma outra composição, o inicio de toda uma nova partitura na desigualdade da canção, a melodia perdeu-se nas palavras enquanto a pauta afigura uma nova estação, faz frio diante do teu rio, mas nada temo colado ao teu gesto, fecho os olhos emergindo no teu sorriso, esqueço tudo o resto, capto o aviso tão meigo de tão meigo paladar, o destino é um caminho, o momento é o mais belo que o momento mais belo pode criar.. Sente o meu gesto abraçado ao ...

Está para chegar..

Hoje posiciono as minhas palavras nesta partitura, imagino os gestos em afirmações de ternura, claves como chaves fechadas na cura, iluminadas num cravar de ideias em pedra dura, a noite é escura mas fascinante, um novo olhar de diamante que não sabe que encanta, apenas brilha por entre a trilha num novo acorde que se levanta, sonante, amante da tempestade, agasalhado pela melodia e protegido pela saudade das canções de um dia, um dia que está para chegar..

Palavras que pacificam o meu espaço..

Assim.. perco-me em palavras e no gesto, mergulho no infinito e esqueço o resto, grito em toque mudo, ataco o escudo, navego e me afogo, finto o aroma mais meigo ao mesmo tempo que o procuro, acordo, abro os olhos, está escuro, não tenho medo, sou afirmação exagerada em motes de coragem, o primeiro passo da viagem que não sei onde vai dar, o triunfar do destino enfeitado de todo um novo paladar, confuso, fascinante, acorde distante tão perto do que não sei, partitura que não fui em que criei mas interpreto, com afecto, ternura, adormeço em melodia com a noite como cura, onde o olhar se cruza e nos confunde assim, em carinho, oiço o rio, está perto, está frio, caminho desperto, sem pensar, prefiro entregar-me aos momentos que o próprio momento soube criar, suave, tão suave a janela de saída, perdi a chave mas a porta está aberta, para a vida, aberta para os segundos, fechada para tudo o resto.. Não sou poeta, não sou escritor, não sou marinheiro nem navegante no amor, não sou prosa, n...

Não sei..

Não sei.. Não sei da noite nestes dias, não sei da luz apagada que vias, do que mereço, não sei lembrar-me do que não me esqueço, não sei da fogueira de verão onde me aqueço, não sei da alma perdida quando me encontra, não sei navegar curioso nesta onda, não sei mentir ocultando a verdade do que há-de vir, não sei chorar quando tento sorrir, não sei alvejar o oculto do mero sentir, apenas caminho, não sei voar sobre as asas do destino, não sei dançar quando desafino, não sei viver quando adormeço, não sei das notas desafinadas que não mereço, não sei da partitura que não me esqueço, venço não sabendo, querendo alcançar o que não me alcança, vivendo e em suaves harpejos apelar para que vença, não sei da noite, nem da crença, não sei do dia, não sei de nada e do que tinha a certeza que não me esquecia, não sei cortar a recta, não sei se acordar assim me afecta, não sei olhar quando fecho os olhos, desconfiado, faço por sonhar num salto viciado, não sei adormecer em suaves notas do mais...

Navega no meu rio..

Nestes ventos, arredondadas distâncias em suaves momentos, macios, num lado mares no outro rios repletos de plenitude, virtude que se esconde em carícia, malícia bondosa e suave, num lado a nota aguda no outro a grave compõem a harmonia, fã enorme em melodia, assim te via noite e dia, meus dois encantos que complementam um ser, ternuras, não deixo de as ver, tocar, deus criou o mundo para eu as encontrar e agora.. agora o destino pinta com doces pinceladas as curvas do teu rosto, teus falados encantos, quadros transparentes em mantos brancos, não é só suavidade ou toque macio, é o barco que vaidosamente navega no meu rio..

Mar que corre..

Não penso, virei um pensador vadio no consciente do tempo, deixo a ternura correr, o vento marcar o caminho sem querer saber, apenas confio, faço por ser apenas um espectador nas próprias palavras que crio, ternas, ondas eternas por onde navego sereno, barco que embora pequeno não me deixará naufragar, a nova melodia na pauta deste mar, o maestro navegante, distante do que um dia foi tempestade, um novo conceito de saudade, admiro, és um novo ar que sufocado respiro e acordo assim, sem sequer adormecer.. Virei o acorde solto desta canção, tu melodia vadia que encanta a estação e as palavras, as palavras são as cinco linhas da partitura, a primeira a semelhança, a ultima a ternura, no meio a distância, em nota pura e as que sobram.. os momentos decidem o acorde ou a cura.. Como a noite calma, macia, que correu breve a caminho do dia, um gesto, uma carícia e palavras que deram cor à poesia.. Navego suavemente na melodia que o vento cria, nostalgia logo ao quarto dia, quem diria.. na...

Eu.. não sou só eu..

Poema de dor rasgado, sonho e danço à medida que avanço, curado, num misto de samba e fado, ritmo batido num poema falado, gestos vadios, desvios permanentes, diferentes navios em mar calmo, sereno, convés de virtude palmo a palmo, noite navegante em onda triunfante, dia distante tão perto do que sei, sensação que levei e trago na rua do destino, no fino inquebrável rosto que sorri, que vê não só isso mas muito mais em ti, em tudo, quase perco as palavras num poema mudo em acordes melódicos, tons tónicos, fortes, fascinantes, cortes de sabor, longe de distantes, como que se o vento soubesse criar amor, sentimento, acordo num bocejar solto ao relento, não entendo o tempo, apenas isto, apenas tudo, apenas nada, apenas.. O vento sopra forte de norte, na minha direcção, mas não me afasta, harmoniza-se na canção, na melodia do meu dia, na balada, suavemente criada, quem diria, hoje nasce o sol na noite que não queria! Será que só agora se criou o sonho real no que faço, ou são apenas os g...