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Deja vú..

Há gestos que não entendem o real, sensações que se escondem num receio acidental, sem cor, sem tinta em quadros coloridos pintados a pincéis julgados perdidos. É fácil perceber que um gesto vale por um gesto, o silêncio é simplesmente silêncio e a sensação é simplesmente.. inocente em raios macios que queimam a mente!

Por mais que não me lembre não me esqueço e por mais que não esqueça não me lembro, sinto-me bem, sinto-me mal ou simplesmente não sinto nada, sinto-me uma balança desequilibrada, uma história aparamente feliz criada do nada, um ruído esquecido no vazio ou um silêncio que oiço sentindo!

Há teorias sobre controlo de emoções, conheço-as todas. Há teoria sobre esconder sensações, conheço-as todas. Há teorias sobre nada ou sobre tudo, conheço-as todas. Conheço um conjunto enorme de teorias que os rostos cansados do real não me deixam lembrar, cada momento ou cada gesto tendem a fazer-me esquecer a essência mais técnica do pensar e os sentimentos.. os sentimentos vagueiam ní…

Hoje vou falar sobre nada..

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Já faz um tempinho que eu não escrevia no blog. Já que não tinha nada para escrever e continuo sem ter vou falar só e exclusivamente sobre nada!

O que é o nada? nada é simplesmente nada! Mas quando digo que vou falar sobre nada e ao falar sobre nada já não estou a falar sobre alguma coisa que não é nada?! Corrijo, "alguma coisa que não é nada" é como dizer "alguma coisa que não é rabanetes", percebem?! não?! Pois, não há muito que possa fazer.

Agora estás tu a pensar, "isto é sério, tu estás mesmo a escrever sobre isto?!".. não! eu estou a escrever sobre nada, já te tinha dito! Se estou a escrever sobre nada não há forma de poder tirar daqui algum significado, claro que não, ou não tivesse eu a escrever rigorosamente sobre nada.

E agora, aqui vai o verdadeiro significado deste post! Visto que a partir de agora vou começar a escrever regularmente, depois de lerem isto tudo o que vier é lucro!!

Uma nova poesia..

Fogo que arde em noite escura, a cura em jeito de ópio na distância da amargura, tinta transparente na saída poente, giro de um lado, caminho de frente, hoje é assim, amanhã será .. diferente? Não sei se fico, não sei se tente, consigo, não sei se olho, se me escondo, se te leve, se me levo, se rodopio, se me perco, se me entrego, entrego-me, perco-me no gesto, um resto de aventura na realidade invulgar, na suavidade de um circulo obsceno que o momento soube tão bem criar, tão, tão nosso e quando assim me sinto eu sei que posso, pois posso, limito a minha escrita, a caneta transpira gotas de tinta por entre nós, oiço tão baixinho a tua voz, em jeito de suspiro, o ar que meigamente respiro, hmmm.. intenso, imenso vazio que me complementa quando te complementa, hoje a noite é esta e amanhã será mais e mais intensa, única num momento de fulgor, criando momentos em encostos e gestos numa outra cor, já sei de cor a sensação sempre surpreendente, ora igual, ora diferente mas sempre um fascí…

Não acordes, não penses, escreve..

Fujo da vontade de um olhar em frente, o destino obscuro foge do presente, são histórias loucas de fundo intenso, imenso mar calmo e inconsciente, ideias perdidas entre a espada e a parede, aventuras escondidas em ternuras suaves em harpejos dominantes, notas agudas, dores e curas, fontes de ideias e contradições, melodias soltas sem espaço nas canções, confusas, domínio esquecido nas ideias que tu sensação já não usas, acessórios de imaginações, sonhos escondidos em prisões, sem porta de saída, só a noite adormece o amanhecer, quando o anoitecer acorda o dia.Por vezes as palavras parecem tão confusas, os actos tão confusos, até as certezas parecem tão confusas.. acordo, mas os olhos não abrem, será que realmente acordei? Sinceramente não sei, ou sei que o que sabia não sei mais, agora o exterior parece-me repleto de ideias originais, sem antecedentes, formas de cores pálidas, incoerentes, sem lugar geométrico, sem definição matemática, até a corda mais afinada da minha guitarra agora…

Hoje, porque me pedes, sou poeta..

Poesia.. Hoje, apenas porque me pedes, entrego as minhas palavras em ondas de destino e escrevo o teu nome navegando nas mais meigas palavras de carinho, é esta a mais bela poesia que posso sublinhar. Como sabes eu não sou poeta, sou apenas o mensageiro das prosas que os momentos teimam suavemente em ditar, sou as palavras escondidas nas minhas prosas mais claras, letras raras de um abecedário invulgar, dicionário de outros significados, por descodificar, sou tudo do que o nada pode definir, sou tudo o que fui e sou num rigor do que há-de vir, sou maratonista sem meta, sou realmente a personificação da minha escrita, secreta e hoje, apenas hoje, porque me pedes, sou poeta..

O teu eu..

Sinto.. os gestos sabem que não minto, a meiga canção solta nota a nota todo o teu acorde à espera que eu acorde, tão linda a melodia, a partitura dos momentos em sentimentos de harmonia, palavras ditas em silêncio ao nascer do dia, terno amanhecer, podia ser eterno no encanto de novas cenas, tu serias cura ou o ópio das minhas prosas, teus poemas, serias jardim de rosas encarnadas, riacho de aguas encantadas onde só o sorriso pode navegar, a personificação do paraíso no teu paladar, o ser mais puro que deus ousou criar, apaixonante, um olhar em forma de diamante, mas com mais valor, o beijo gelado em duplo sabor. Serias simplesmente tudo nos mais belos versos de um poema teu, serias as palavras mais doces e meigas que todas seriam sempre poucas para descrever carinhosamente o teu eu..